O jeito com que Weider Silveiro se inspira em outras etnias é bem interessante – no lugar de referências muito literais, ele tem pegado elementos que injetam criatividade em sua linguagem mas se mantém fiel a ela. Pra quem não se lembra, na primavera-verão 2015 foi a vez do povo indígena Mapuche, do Chile; nesse outono-inverno 2016 o escolhido é o Japão dos quimonos e armaduras de samurais (e do kabuki, na boa maquiagem desenvolvida por Ricardo dos Anjos). Ao mesmo tempo, aparecem também as flores de cerejeira e um delicado tule bem levinho que traz mais fragilidade pra mulher outrora mais estruturada, cheia de linhas retas de Weider.
O desfile começa com uma bandagem que o estilista desenvolveu, toda vazada, e os seus comprimentos mídi em branco e off-white – as cores-fetiche dele. Os flashes mais coloridos estão nos tricôs em azul e laranja – aliás, bem bons os looks inteiros de tricô, muito diferentes do que outras marcas especializadas na técnica vem propondo.



















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